Porto velho, RO – Na manhã desta quinta-feira (07), Policiais Federais, cumprem 65 mandados Judiciais, sendo 05 mandados de prisão, e 60 de Busca e Apreensão, expedidos pela 3ª Vara Criminal da Justiça Federal de Porto Velho (RO), nos Estados Rondônia, Pará, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, e Acre. A operação recebeu o título de Ganância. Durante as investigações foi apurado que; tudo começou em fevereiro de 2001, quando foi constatado que algumas Empresas de Porto Velho, ligadas ao ramo da Saúde, estariam lavando dinheiro, provenientes de licitações fraudulentas.

Após as primeiras investigações, constatou-se que; recursos ilícitos, injetados em Empresas de Rondônia, eram oriundos de Garimpo ilegal, praticados desde o ano de 2012 pelos líderes da Organização criminosa. A partir daí foi revelada uma movimentação bilionária, pelo grupo criminoso, com depósitos e saques milionários e em espécie, empresas de fachada, e transferências bancárias entre os envolvidos.

Foram identificados diversos meios de lavagem de capitais, praticados pela Organização Criminosas, com destaque para o modus operandi, a criação de um criptoativo (token), próprio de uma das Empresas, com a finalidade, de justificar os valores advindos, da extração ilegal de ouro, nas empresas dos criminosos, como se fossem investimentos de terceiros interessados em receber dividendos.

A análise bancária feita pela Polícia Federal, apontou que de 2019 a 2021 o grupo criminoso movimentou mais de R$ 16 bilhões de reais, em suas contas bancárias. Foi possível demonstrar que a mineradora investigada, esquentava o ouro de outro garimpos, da região Norte do País, utilizando-se de licenças ambientais inválidas, extrapolando os limites da licença de pesquisa, e da guia de utilização que possuía para o local. Estima-se que o lucro da empresa, tenha sido de R$ 1,1 bilhão.

O valor do Impacto ambiental só em um dos garimpos identificados na operação foi estimado em R$ 300 milhões. Só nesse garimpo os danos relativos á extração de ouro, que são acumulativos e irreversíveis, chega a um total de 212 campos de futebol.

A Justiça Federal deferiu o bloqueio, sequestro e arresto de bens móveis e imóveis, dos investigados, até o limite de R$ 2 bilhões.

Fonte: Rondonioaivo